Nesta sessão, contou-se como convidado especial o Dr. Pedro Figueiredo que, para além de docente e Tutor, desempenha o cargo de Vogal da Direção Pedagógica, tendo partilhado com os presentes a sua experiência de leitura e como surgiu o seu gosto pela literatura. Tendo como referência o seu próprio percurso, sugeriu formas facilitadoras para incrementar o gosto pela leitura, nomeadamente através da leitura de revistas ou jornais fidedignos e da atualidade, como é o exemplo, e referido pelo convidado, o semanário “Expresso” ou a revista “Visão”. Acrescentou ainda que se deve sempre fomentar o gosto pela leitura dada a mesma contribuir para um léxico mais alargado, estimular o sentido crítico, potenciar a capacidade de imaginação, competências linguísticas, a empatia e a inteligência emocional. Quando interpelado para mencionar o livro da sua vida, garantiu que não tinha o livro da sua vida, antes livros das suas vidas, tendo ilustrado com dois exemplos por razões distintas: por um lado, o livro “Anjos e Demónios”, de Dan Brown, que “devorou” em 24 horas, não tendo dormido tal o suspense e a consequente ânsia de findar a sua leitura; e, por outro, “A Filha do Capitão”, de José Rodrigues dos Santos, pela trama, construção narrativa e estratégias literárias distintas da “saga” do professor Tomás Noronha e, sobretudo, pela comoção no final da sua leitura. Mas poderia ter enunciado muitíssimos outros livros e autores. Depois de ter acabado de ler “O Sexto Sentido” num ápice, estava a findar a leitura de “O protocolo Caos”, ambos de José Rodrigues dos Santos, considerado o “Dan Brown” português, com uma (simples) escrita jornalística, mas com conteúdo radicado em pesquisas e conhecimentos científicos sobre problemáticas prementes e atuais com perspetivas divergentes, e até disruptivas, sempre com suspense e dimensão cinematográfica. Curiosa e infelizmente, referiu o livro que não conseguiu ler mais do que as páginas iniciais, mesmo após várias tentativas, pois adormecia, “Exortação aos Crocodilos”, de António Lobo Antunes, cuja notícia da sua morte foi conhecida no final desse dia.
A enorme boa disposição com que falava sobre a sua experiência enquanto leitor, a par de uma paixão e conhecimento notáveis, permitiu aos presentes sentir a importância da leitura.
Foi uma sessão interessantíssima, em que se notou o crescimento da adesão a este projeto, pelo que se espera mais alunos e público no encontro da próxima “À conversa com…”
Pedro Gomes, do 10.º H22