CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO PROFESSOR

CIC
05/10/2021

O Dia Mundial do Professor celebra-se no dia 5 de outubro. A data foi criada pela UNESCO, em 1994, com o objetivo de fortalecer o papel fundamental dos Professores na construção da sociedade e na formação do Ser Humano.

 

Neste Dia Mundial do Professor, o CIC homenageia todos os Professores e Educadores, de forma especial os seus. Para isso, a melhor forma de o fazer é “dar voz” aos que, com eles, convivem e partilham os espaços educativos, os alunos. Além disso, numa iniciativa do Conselho Pastoral e de Gestão de Projetos, foi criado um cartaz que se afixou na sala de professores, uma mensagem a divulgar nas redes sociais oficiais do CIC e um marcador alusivos de agradecimento. No dia seis, haverá um “miminho” surpreendentemente alegre para os docentes. Igualmente foi construído um fundo para os computadores do CIC a assinalar esta efeméride onde constava a afirmação do dramaturgo Bertolt Brecht: «Se não morre aquele que escreve um livro e planta uma árvore, com mais razão não morre o educador que semeia vida e escreve na alma.»


Neste sentido, partilham-se alguns testemunhos de alunos de seguida.


Feliz Dia do Professor para todos os Professores e Educadores!


CIC

 

«O professor tornou-se, ao longo dos tempos, um “ser” precioso para a continuidade da progressão social. Não…Precioso não, mas, sim, sagrado – Deus me salve, porque cometi sacrilégio.


Enganem-se aqueles que pensam que um professor é uma máquina de despejar conhecimento. Um verdadeiro pedagogo é um exemplo a seguir. Séneca disse: “De nada vale ensinar-lhes o que é a linha reta, se não lhes ensinarmos o que é a retidão.” Dito isto, ser professor é extremamente difícil, porque não é só “olha para o que eu digo, não olhes para aquilo que faço”. É preciso saber-estar, ter consciência social e coletiva e, por vezes, dar o conselho magno que faz falta à vida de muita gente. Um professor é o farol que guia os alunos para estes não embaterem na costa escarpada, mas também é uma onda turbulenta – no entanto, controlada – que cria desafios e oportunidades.»

(Diogo Lamego, 12.º AJD)


«Ser professor não é, de todo, uma profissão limitada pela palavra docente. É um termo que se estende, até, a um estilo de vida dedicado à evolução do outro. Posso dizer convictamente que as colheitas do professor são os frutos do seu aluno e, por isso, não há maior vitória para um professor do que observar o seu aluno sair vitorioso.


Os triunfos nem sempre vêm com uma medalha de ouro. Para um aluno, as verdadeiras conquistas surgem dos pequenos gestos de apreciação vindos do seu mentor. Afinal, a quem mais poderíamos querer dar o prazer de nos ver acertar senão a quem nos viu tantas vezes falhar?


Sabemos nós, aprendizes, que os instrutores preveem os nossos passos em falso e conhecem os buracos fundos em que ocasionalmente caímos. Por isso agradeço. Não sei quantas vezes me ampararam, mas sou grata por cada lacuna a que escapei.


Para concluir, o professor é um pai temporário. Ensina o que consegue e, quando o dia chega, afasta-nos do seu resguardo. É um voto de confiança arriscado, mas resta-lhes esperar que faremos justiça aos seus sacrifícios e construiremos um futuro à luz do que nos ensinaram, marcados pela afeição que lhes nutrimos.» (Diana Vidal, 12.º AJD)

 

 

«Como costumam dizer, ser professor é ter a profissão que torna todas as outras profissões possíveis, mas vai muito além de formar alunos: trata-se de formar seres humanos e de influenciar diretamente nas sociedades futuras. Assim sendo, sobretudo na infância e adolescência, há aprendizagens importantes a nível intelectual, mas também há ensinamentos tidos como referência que constroem mentalidades e se refletem na vida adulta, muitas vezes, ocasionando, por exemplo, que pessoas prossigam com o mesmo modo de pensar pelo resto da vida.


De uma perspetiva mais pessoal, definitivamente posso afirmar que tive professores que me inspiraram, que foram amigos e que fizeram muita diferença na minha vida. Logo, recordo-me de situações até comuns, como passar a gostar de uma matéria de que, antes, não gostava só por causa do professor; ou de ensinamentos que trago comigo até hoje, provenientes de discursos sobre empatia, respeito e amor; e, ainda, de breves momentos no quotidiano, sem pretensão alguma, mas com sinceridade, como um simples “vocês estão bem?” do professor à classe antes de começar a aula de facto.»
(Nicole Sousa, 12.º AJD)

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